Primeira Edição - Abril 2008

Estética da Existência, resistência ao poder
Guilherme Castelo Branco

Sobre a educação elementar pela mousikhé na República.
Bruno Drumond Mello Silva

O conceito do Consolo Metafísico em Nietzsche como superação da teoria schopenhaueriana da tragédia.
Renato Nunes Bittencourt

Da representação dos aspectos morais através dos sentimentos do belo e do sublime.
Alice Lino

Um corpo inundado de ódio: lendo "o cobrador", de Rubem Fonseca.
Vitor Cei Santos

Benjamin e a Aura.
Sylvia Maria Marteleto Avelar

Resenha sobre o livro "Sceptcisme de Montaigne", de Frédéric Brahami.
Julio Agnelo

A edição primeira da revista de filosofia Exagium está no ar. É com muito prazer que convidamos todos à leitura dos primeiros textos para celebrar o lançamento desta publicação. O propósito da Exagium é trabalhar com todas as áreas da filosofia, através de textos inéditos, resenhas e traduções. A edição de estréia reúne alguns textos que foram apresentados no I Seminário de Pesquisa do Mestrado do IFAC / UFOP realizado em outubro de 2007.

Assim vem a primeira edição, e da mesma forma tantas outras ainda virão. Como não poderia deixar de ser, quatro textos representam parte do que vimos no I Seminário de Pesquisa do Mestrado do IFAC/UFOP.

Guilherme Castelo Branco nos presenteia com o artigo “Estética da existência, resistência ao poder”, no qual faz uma análise da estreita relação que a estética têm com a política, sobretudo em nosso tempo. Em um texto muito bem escrito de forma empolgante, o leitor é apresentado à vitalidade a atualidade do pensamento de Foucault.

Bruno Drummond e Vitor Cei Santos trazem em seus textos mais uma aposta no perfil da revista: a relação da filosofia com a arte. Bruno faz uma análise da forma como Platão defende a poesia como elemento pedagógico fundamental na formação do homem grego. Completamente distante dos diálogos platônicos, Vitor mostra como o pathós é um sentimento central para a composição do conto O cobrador, de Rubem Fonseca.

A querela cada vez presente nas discussões filosóficas entre Nietzsche e Schopenhauer é explorada por Renato Nunes Bittencourt, que sustenta a idéia de consolo metafísico como superação da teoria da tragédia de Schopenhauer.

Ainda em solo germânico, Alice Lino enfrenta a estética kantiana e apresenta como a moralidade pode ter fundamento nos sentimentos de belo e sublime.

Sylvia Maria apresenta alguns aspéctos do conceito de Aura na obra de Benjamin.

Julio Agnelo inaugura a seção das resenhas, com um livro de extrema importância e bastante polêmico para os estudos de Montaigne: Le Sceptcisme de Montaigne, de Frédéric Brahami.
Gostaríamos de agradecer, em tempo, a todos os amigos, professores e colegas de trabalho que ajudaram e acreditaram que a revista poderia seguir seu caminho subversivo: sair do papel para ganhar vida no mundo virtual.